A Verdade Sobre os Amigos Verdadeiros




   A amizade é de fato uma árvore protetora. Na amizade encontramos as mãos de Deus ministrando, animando, dando e apoiando. São heróis da fé relativamente desconhecidos [...] alguns como Itaí, o geteu, Zadoque, Abiatar, Husai, Sobi, Maquir, Barzilai e Joabe (amigos de Davi).


   Você pode admirar-se ao saber, como aconteceu comigo, que as palavras amigos, amigavelmente e amizade aparecem mais de cem vezes nas Escrituras. Deus diz muito a respeito dos amigos. Ao que tudo se resume em quatro itens.

   Primeiro, os amigos não são opcionais; eles são essenciais. Não existe substituto para um amigo - alguém que se importe, ouça, sinta, console e, sim, que ocasionalmente repreenda.

   Segundo, os amigos não são automáticos, precisam ser cultivados. A Bíblia diz: “O homem que tem amigos deve mostrar-se amigável” (Pv 18.24. Tradução livre). Samuel Johnson escreveu: “É preciso reavivar constantemente a amizade”. Como acontece com as árvores, a amizade precisa ser cultivada.

   Terceiro, os amigos não são neutros; eles causam impacto em nossa vida. Se os seus amigos levam uma vida piedosa, irão encorajá-lo a tornar-se uma pessoa melhor. Se os seus amigos forem mundanos, irão levá-lo pelo mesmo caminho - ou pior. A Escritura diz: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15.33). Escolha então seus amigos com cuidado e bom-senso. Os rebeldes se juntam aos rebeldes. Você quer ser sábio? Escolha amigos sábios.

   Quarto, as amizades têm diversos níveis, algumas delas desempenham papéis mais significativos para nós do que outras. Temos muitos conhecidos, alguns amigos casuais, vários amigos chegados e uns poucos amigos íntimos.

   Conhecidos são pessoas com quem temos contatos irregulares e interação superficial. Deslizamos apenas pela superfície com os conhecidos. - Como vai? - e respondo: Bem. Muito bem! (Na realidade não estou bem, mas não posso dizer-lhe isso, porque não passa de um conhecido.)

   Os amigos casuais são aqueles com quem temos mais contato, interesses comuns e com quem podemos ser mais específicos nas conversas. De vez em quando chegamos até a buscar a opinião de um amigo casual, embora continue havendo certa distância entre nós.

   Os amigos chegados são aqueles com quem compartilhamos objetivos de vida semelhantes e com quem discutimos as questões difíceis. Fazemos juntos planos, exercícios, nos socializamos e algumas vezes até saímos juntos de férias.

   Os amigos íntimos são aqueles poucos com quem temos contato regular e um profundo compromisso. Não apenas somos abertos e vulneráveis com essas pessoas, como aguardamos ansiosamente o seu conselho. Os amigos íntimos se sentem livres para criticar e corrigir, assim como para abraçar e encorajar, porque a confiança e a compreensão foram estabelecidas entre eles.

   Todos esses níveis de amizade são importantes, mas o mais importante é de fato o último. Os que não têm amigos íntimos devem ser as pessoas mais solitárias do mundo. Todos precisamos de pelo menos uma pessoa com quem possamos ser francos e sinceros; todos precisamos de pelo menos uma pessoa que nos ofereça a proteção do seu apoio, encorajamento, e até verdades duras e confronto. Árvores de proteção e refúgio, todos eles!

   Davi tinha um bosque dessas árvores, para  sua bênção. Como resultado, ele conseguiu atravessar os dias mais difíceis e as horas mais solitárias da sua vida.

   E você? Se os tem, está na hora de chamá-los e desfrutar do seu abrigo. Caso negativo, está na hora de pegar uma enxada e plantar alguns. Você jamais se arrependerá.

   Pergunte a Davi.


Do livro “Davi”, de Charles R. Swindoll (pág.296-298)
Foto: (Reprodução Internet)


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