O Poder de uma Igreja que Ora Unida!
TESTEMUNHO DE CURA
Segue compartilhamento do extraordinário testemunho de Stormie Omartian em sua gestação relatado em seu livro "O Poder de Orar Juntos"!
Durante minha
primeira gravidez, sofri com dores e náuseas fortes. Embora meu médico dissesse
que eu não teria esse problema novamente, minha segunda gravidez foi pior. Na
verdade, as dores e a náusea foram tão fortes que não consegui comer nada
durante meses e, desse modo, precisei ser hospitalizada e receber alimentação
intravenosa. Quando minhas veias finalmente se cansaram, o médico me mandou
para casa dizendo que ele não podia fazer mais nada. Recebi alta do hospital no
domingo, no meu sétimo mês de gravidez, mais doente e fraca do que nunca.
Durante os meses aparentemente infindáveis da minha luta,
muitas pessoas oraram por mim e algumas até vieram ao hospital para isso. No
sábado, antes de eu ser liberada, o pastor Jack me visitou no hospital e orou
por mim também. Eu sabia que as orações de pessoas cheias de fé haviam me
sustentado e ao bebê durante aquele tempo, mas ainda me sentia desencorajada
sobre o futuro, porque eu não estava ficando nem um pouco melhor.
Quando cheguei em casa naquele domingo, meu marido me ajudou
a voltar para a cama, onde eu ficaria por alguns meses ainda. Nossos amigos
íntimos, Bob e Sally, chegaram logo depois para preparar o jantar para nossas
duas famílias. Todos sabiam que eu não comeria com eles.
Mais ou menos às 18h30 daquela noite, eu estava deitada na
cama ouvindo os outros conversarem na cozinha enquanto terminavam o jantar.
Durante meses, eu vinha me sentindo tão fraca que nem conseguia ler, ou
assistir à televisão; tudo o que fazia era sentar-me ereta, em agonia, e
pensar, saudosamente, sobre coisas simples às quais, em outros tempos, eu
costumava não dar muito atenção, como sentar-me à mesa e comer com os amigos.
De repente, tive a sensação mais estranha de todas — uma
completa ausência de náusea e dor. Deitei-me ali por alguns minutos, quase sem
respirar, esperando que aquelas sensações voltassem. Como isso não aconteceu, sentei-me na
cama e esperei mais um pouco. Quase não acreditava que todo aquele mal-estar
não voltaria. Empurrei as cobertas, lentamente me sentei na beira da cama e,
colocando os pés no chão, esperei por mais alguns minutos. Quando vi que nada
mudara mesmo, levantei-me e caminhei cuidadosamente até o banheiro que havia em
meu quarto e olhei no espelho. Fiquei surpresa em ver como estava magra,
frágil, sombria e pálida. Porém, mesmo assim não sentia nenhuma náusea ou dor.
Caminhei com muito cuidado para a cama e me sentei
novamente, como se qualquer movimento brusco pudesse trazer tudo aquilo de
volta. Devo ter ficado lá cinco minutos antes de, finalmente, ter-me sentido
corajosa o bastante para me arriscar a sair da cama, descer para o hall e
entrar na sala onde meu marido, deitado, assistia à TV.
"O que você pensa que está fazendo?" — ele
perguntou, sentando-se no sofá, sem poder acreditar.
"Não sei o que aconteceu, mas me sinto diferente",
respondi e continuei caminhando para a cozinha, onde Sally estava dando os
últimos retoques na limpeza.
"O que você pensa que está fazendo?" — ela
perguntou atônita. Naquele momento, Michael e Bob já haviam atravessado a sala
me seguindo.
"Não sei o que aconteceu, mas de repente me senti muito
bem", respondi.
Michael puxou uma cadeira para mim, à mesa, enquanto Sally
perguntava:
"Quer comer algo?"
"Sim", respondi. "Rápido, antes que volte
tudo de novo!"
Dentro de meio minuto, ela me deu uma pequena tigela com
pêras picadas e um pedaço de torrada, que comi bem devagar e com cuidado. Foi a
melhor refeição da qual podia me lembrar durante meses. Na verdade, era a única refeição de que me recordava nos últimos meses. Continuei comendo e todos se
regozijaram por esse alívio miraculoso. Vinte minutos depois, voltei para a
cama para saciar um sono desesperadamente necessário antes que a dor e a náusea
voltassem.
Quando acordei na segunda-feira pela manhã, ainda me sentia
bem. Conversei com Michael sobre a possibilidade de ligar para o pastor Jack
para dizer o que havia acontecido, mas então pensei melhor. Decidi esperar mais
um dia para ter certeza.
Na terça-feira pela manhã, novamente acordei bem e eu sabia
que era o momento de informar ao pastor Jack. Liguei para ele e contei tudo o
que havia acontecido.
"A que horas aconteceu isso no domingo à noite?" —
ele perguntou.
"Aproximadamente às 18h30", respondi.
"Essa foi a hora em que toda a congregação estava
orando por você no culto de domingo à noite", explicou ele com voz cheia
de alegria.
"É mesmo? Toda a congregação orou por mim?" —
perguntei perplexa. Àquela altura, a igreja havia se tornado uma grande assembléia
com muita gente.
"Sim, ninguém lhe contou?" — ele perguntou
surpreso. "Eu tinha certeza de que alguém já lhe havia contado."
"Não, ninguém me ligou", respondi, segurando as
lágrimas de gratidão. "Muito obrigada por fazer isso, por reunir todas as pessoas
para orar por mim."
"Deus seja louvado, isso é um milagre!" — ele
exclamou.
"O senhor realmente acredita nisso?" — perguntei
ainda hesitante em acreditar que havia realmente sido curada.
"Sim!" — ele disse enfaticamente. "Eu sei que
é."
Ele estava certo. Daquele momento em diante, fiquei livre do
sofrimento. Que outra explicação haveria para essa reviravolta miraculosa nos
acontecimentos, exceto que foi resultado de oração? Sugerir que foi mera
coincidência o fato de, após sete meses de agonia, eu ter sido repentinamente
curada ao mesmo tempo que a congregação orava por mim é ridículo. Até meu
médico achou tudo aquilo assombroso quando lhe contei o que acontecera. Disse
que nunca tinha visto uma condição tão ruim desaparecer tão rapidamente. Eu sabia
que o que acontecera era um milagre, resultado das orações de cristãos fiéis.
Por causa dessa experiência, pude enxergar que o poder de
uma igreja que ora é uma força formidável com possibilidades ilimitadas. Esse é
um recurso que ainda precisa ser explorado ao máximo. E devemos esgotá-lo.
Chegou o tempo de nós, cristãos, usarmos esse recurso aprendendo a orar no
poder capacitador gerado pelo Espírito Santo. A salvação de nosso mundo — no
sentido total da palavra — depende disso. Que Deus nos ajude a compreender as
conseqüências se isso não acontecer.
Depois de Jesus ter sido crucificado e de ter ressuscitado,
um grupo de cento e vinte pessoas reuniu-se para orar todos os dias e tornou-se
a primeira igreja de que se tem registro no Novo Testamento. Eles
"perseveravam unânimes em oração" (At 1:14). A primeira igreja era
uma igreja de oração.
Um pouco mais tarde, depois do derramar do Espírito Santo,
três mil pessoas foram salvas, e também "perseveravam nas orações"
(At 2:42). Quando algumas dessas pessoas pediram que Deus lhes desse a coragem
de que precisavam para falar de sua Palavra e ver sinais e prodígios feitos em
nome de Jesus, Deus lhes respondeu com poder. "Tendo eles orado, tremeu o
lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com
intrepidez, anunciavam a palavra de Deus." (At 4:31). Essa igreja
primitiva tinha uma longa e contínua reunião de oração e, quando oravam, coisas
aconteciam.
O poder da igreja hoje ainda é a oração. E nós, o corpo de
Cristo, também podemos ser abalados pelo poder de Deus que se manifesta.
Veremos uma revolução no mundo ao nosso redor se estivermos
dispostos a orar de maneira fervorosa e incessante como fez a igreja primitiva,
refletindo também fé e unidade.
"Há determinadas dinâmicas para esse tipo de reunião de
oração, essenciais para fazê-la funcionar", explicou o pastor Jack.
"Uma das coisas que tem de acontecer é as pessoas chegarem a uma convicção
sobre a vida invisível. Precisam unir-se na crença de que o reino invisível é real
e de que receberam uma posição de autoridade e acesso privilegiado a esse
reino. A maioria das pessoas sabe que deve orar, muitas, porém, não acreditam
que isso fará alguma diferença. Se reconhecem que há verdadeira penetração no
reino invisível, isso as encoraja e elas podem acreditar com uma fé maior
ainda. Jesus veio para mudar as coisas, salvar pessoas, curar o doente,
transformar famílias e circunstâncias, impactar nações com uma reviravolta na
alma das pessoas. E o poder de uma igreja que ora é a chave para tudo
isso."
"A Palavra de Deus não nos diz para agradecer a Deus
por todo sofrimento, toda maldade, toda tragédia ou todo problema",
explicou o pastor Jack. "Ela, porém, nos afirma que nunca devemos deixar
as circunstâncias atrapalharem nosso louvor. A Palavra não diz por tudo dai
graças, mas em tudo dai graças. Seja qual for a situação, não importa quão
desanimadora ela seja, devemos louvar a Deus, que é maior do que as
circunstâncias, e seu amor garantirá nosso triunfo sobre elas ou em meio a elas".
"A igreja não é construída por uma liderança
habilidosa. A igreja é construída por Jesus", explicou o pastor Jack.
"Mas os líderes estão lá para cultivar a compreensão do povo. O que
caracteriza grande parte da igreja no mundo é que as pessoas consideram os pastores
ou clérigos como profissionais contratados para se dedicar a elas. Encaram os
líderes como se eles é que fizessem a igreja, e vão à igreja para que as coisas
aconteçam para elas, os membros. Ao fazer isso, não pensam em si próprias como
instrumentos para levar ao mundo a vida de Jesus. Mas a igreja não é uma
organização, é um organismo. E o plano de Deus é que os líderes alimentem as
pessoas para que elas alcancem a dimensão para a qual foram criadas."
É importante que você não perca a visão de que é parte do
corpo de Cristo. Se não compreender isso, tenderá a pensar em si próprio como
um leigo, alguém que é "apenas" uma mãe ou pai, ou "apenas"
uma dona de casa, professora, bombeiro, ou aluno, ou "apenas" um
operário, um soldado, um encanador ou vendedor. Não verá a si mesmo como uma
ferramenta do amor e do poder de Deus onde você está, seja lá onde for ou o que
esteja fazendo para viver. Estar na igreja e orar com outros cristãos o ajuda a
ver aquilo com o que está conectado e uma parte do que Deus está operando na
Terra.
Extraido do livro "O Poder
de Orar Juntos" - Stormie Ormartian e Jack Hayford
Foto: (Reprodução internet)
Foto: (Reprodução internet)


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